Pé na estrada

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Reinaldo e o seu Engesa 4

Se for verdade que, em cada dez homens, nove deles nutrem uma paixão por carros de tração 4×4, é possível afirmar que alguns desses gostam muito além da conta do normal. Esses não se contentam em ter seus jeeps e participar de trilhas, rallys, e qualquer outra aventura que o leve ficar próximo da natureza num clima recheado de adrenalina e desafios. Eles querem mexer em suas máquinas, torná-las possantes, robustas e destemidas.
Sem fortes motivos, o ambiente On The Road não seria tão atraente não fosse a recompensa que até o mais leigo reconhece: paisagens incríveis, convivência com matas nativas, rios, cachoeiras, muito barro e uma forte sensação de conquista e espírito de companheirismo.
Conversamos com Reinaldo Barcena Júnior que faz parte do grupo desse perfil: maluco por jipes, com a ajuda do pai, comprou seu primeiro carro aos 11 anos, um Buggy, para curtir na chácara da família em Mairiporã. “Aprendi a mexer com mecânica na raça, embora ele tenha uma mecânica simples”, lembra o empresário falando sobre como descobriu o seu interesse por esse tipo de veículo.
De lá para cá, muita coisa mudou na tecnologia automobilística, diz Reinaldo, que acumulou experiência no setor: há 20 anos dirige a Motor Lodge, uma empresa de serviços com mecânica especializada para atendimento de carros nacionais e importados, além dos veículos pesados de tração nas quatro rodas, citados no início da reportagem, que hoje em dia têm os seus comandos todos gerenciados por computador.
Muitos problemas acontecem por falta de conhecimento do condutor do veículo, alerta, que muitas vezes considera um problema de fácil solução, mas acaba agravando a situação por tomar medidas erradas. Um exemplo, completa Reinaldo, é a famosa “chupeta”, método usado para recarregar a bateria usando um cabo especial para essa finalidade. A operação é uma coisa simples, diz, mas não dá para fazer com aqueles cabos vendidos nos cruzamentos ou mesmo sem autenticar a qualidade daqueles comprados em uma loja de peças automotivas. “Existe um procedimento técnico, estamos falando em amperes”, completa.

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