Serviço de entrega mais justo

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Foto: Divulgação

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Fundadores e parcerios do aplicativo Justo

GVM 292 FEV22

Lançada em agosto do ano passado, o aplicativo de entregas AppJusto tem a proposta de criar relações mais justas e transparentes para todos.

Os aplicativos de entrega (comida ou outros produtos) realizam milhões de entregas por mês. O volume de motos de entregas pelas ruas é uma prova que o serviço chegou para ficar. A pandemia manteve em casa muita gente que passou a pedir para entregar em casa comida, produtos e serviços.

Depois de um ano de pesquisa com entregadores e comerciantes, o AppJusto foi lançado no mercado. O fundador, Rogério Nogueira tem cinco sócios oriundos da área da computação e publicidade. Explica que “nossas regras foram definidas junto aos entregadores e empresários de restaurantes. Tivemos a colaboração do Coletivo Pinheiros que fez a conexão. Basicamente, nossa remuneração é de 5% e é paga pelos restaurantes. Notamos que o WhatsApp para alguns comerciantes atrapalha o movimento do negócio. Nossas regras são iguais para todos, ao contrário dos outros aplicativos”. Segundo ele o aplicativo nasceu em Pinheiros, mas por ser uma empresa virtual não tem uma sede fixa.

Para os entregadores, Rogério ressalta que “no AppJusto eles ganham em média 11 reais por entrega. O sistema de remuneração dos entregadores nos maiores aplicativos não é transparente e tampouco previsível. Nosso aplicativo possibilita ao entregador definir quanto vai cobrar pela entrega. Destaco que o consumidor ao efetuar o pagamento sabe quanto custou o produto e o valor da entrega vai direto para o entregador.

O projeto foi concebido em um processo de co-construção e “considerou as demandas dos restaurantes, entregadores, associações e lideranças do setor, e potenciais consumidores através de pesquisas on-line, qualitativas junto a 25 restaurantes e 25 entregadores”. Nos primeiros seis meses de operação, a plataforma AppJusto com 1.500 entregadores ativos (e mais 7 mil cadastrados) realizou mais de 2 mil entregas nos primeiros 6 meses, na cidade de São Paulo.

Os restaurantes pagam uma taxa de 5% sobre o valor do pedido (mais a taxa da operadora financeira). Rogério avalia que “será preciso atingir a marca de 180 ml entregas por mês para tornar a operação rentável. Todos ganham com essa cadeia produtiva. O consumidor paga menos, o restaurante cobra menos e o entregador tem uma remuneração mais justa!”

Dentro do conceito de ser uma plataforma verdadeiramente justa e sustentável, o aplicativo foi estruturado em código fonte livre que pode ser copiado e replicado por qualquer um. Desta forma o ecossistema no qual está inserido “fiscalize” sua atuação, uma vez que a plataforma pode ser reproduzida caso os usuários não julguem satisfatória sua gestão. “Já tivemos melhorias por parte de estudantes”, informa Rogério.

O aplicativo da AppJusto pode ser baixado gratuitamente para aparelhos Android ou IOS. A plataforma conta com um marketplace e recebeu um investimento-anjo inicial de R$ 910 mil, em dezembro de 2020 abriu financiamento coletivo através da plataforma Kria, ultrapassando 40% da meta inicial, equivalente a R$ 620 mil. Com aporte mínimo de R$ 100 qualquer restaurante, entregador ou consumidor pode ser sócio no negócio. A AppJusto planeja chegar ao fim de 2022 com a expansão de sua base de restaurantes para 3 mil cadastrados e a entrega de 10 mil pedidos por mês. Rogério lembra que os consumidores podem indicar restaurantes e outros serviços à plataforma. (GA)

www.appjusto.com.br

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