Penna — A conversa que o frio matou

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GVM JUN22

De tanto ser convocado para prestar depoimento sobre a conjuntura política nacional, e é normal pela proximidade das eleições de outubro, que resolvi marcar com amigos uma roda de conversas sobre o tema. Era um domingo meio sem graça, que uma reunião assim poderia reabilitá-lo. E fomos eu, Dr Celta, Di França, Edmundo e ficamos à espera do Mineiro.

Mas era evidente o clima de satisfação entre todos. Pelos números das pesquisas que indicam um percentual favorável de votos. Pela perspectiva de deixar esse tempo terrivelmente obscuro para traz. Tudo isso eram estímulos para que houvesse essa conversa. Eu sabia. E a riqueza de detalhes o objetivo do encontro. O que falou o Alckmin. O que disse o Lula, etc.

Escapei das primeiras trombadas usando o argumento de que Minas não tinha chegado. Sabe como é… ele chega e eu tenho que falar tudo de novo. Por sinal quando ele chega? As cinco horas, pois, foi buscar a filha, minha afilhada, num compromisso. Nesse momento os ventos frios desse inverno radicalizaram severamente. Minhas mãos começaram a congelar. Pedi uma esfirra. Uma outra com pimenta biquinho. E o frio não passou. E o Mineiro não chegou. Olhei prum lado… e pro outro, não resisti. Me mandei pra casa buscando abrigo.

José Luiz de França Penna, Presidente de Honra do Centro Cultural Vila Madalena

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