Olhar|saudável

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Olhar saudável

De acordo com o Censo 2010, a população de idosos no país ultrapassa os 20 milhões de habitantes. A expectativa de vida do brasileiro aumentou e com isso, estudos clínicos ajudam a mapear as patologias que até então dispunham de poucos casos que serviam de exemplos ou de material de estudos aprofundados. Nessa linha encontramos a DMRI, sigla para Degeneração Macular Relacionada à Idade.
O Guia da Vila Madalena foi conversar com a oftalmologista Marcela Cypel, doutora em Medicina pela a UNIFESP e Coordenadora do Ambulatório de Oftalmogeriatria da UNIFESP/Instituto da Visão, para conhecer os recursos técnicos que a medicina vem alcançando para melhorar a qualidade de vida do idoso, começando pela capacidade de enxergar, suavizando os efeitos naturais da ação do tempo nos indivíduos que chegam à terceira idade.
De acordo com Marcela Cypel, hoje em dia é possível fazer pequenas intervenções que podem melhorar a vida do paciente. “O idoso não precisa enxergar mal porque chegou a essa fase da vida. É preciso olhar o idoso de hoje como pessoas que gostam de ler, usar o computador, fazer trabalhos manuais e atividades físicas cada vez mais comuns na vida desses pacientes”, constata.
Muitas vezes, segundo a médica, os óculos adequados à patologia do paciente ajudam muito a melhorar a deficiência ocular apresentada, mas é preciso ver o paciente como um todo, não dá para analisar apenas o olho enfermo, adverte, pois o especialista pode errar se recomendar óculos multifocais para um paciente idoso que sofre de labirintite, haverá uma piora da patologia, dificultando a vida cotidiana desse indivíduo.
Autora do livro Oftalmogeriatria, premiado com o Premio Jabuti em 2009, Marcela Cypel acompanha um grupo de 42 centenários na UNIFESP, tem seu próprio consultório e dá atendimento oftalmológico domiciliar para pacientes com dificuldade de mobilidade. Segundo a médica, o tratamento correto deixa o paciente mais independente e com a autoestima mais elevada. “O paciente não quer ser um peso para a família e quando isso acontece, ele pode se isolar socialmente e se deprimir acarretando em outras complicações”, avalia.

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