Opinião/Penna, GVM set19 — Sinais do Tempo

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Já faz tempo, bastante tempo que na minha cabeça tem uma informação que não sei se é verdadeira, mas de toda forma, intrigante. Vinícius de Morais pensou distinguir o cheiro das metrópoles. Em se tratando do poeta há grande possibilidade de ser real. Sinceramente eu não consigo registrar qualquer diferença nesse sentido, pode ser por incapacidade própria, mas em se tratando de Vinícius…

O que eu consigo distinguir é esse ruído, produzido pelos carros em movimento, os prédios em construção, e a reparação das vias públicas, mas tudo isso na área sonora.

Recentemente a Comgás resolveu trocar a tubulação do seu produto justamente na madrugada, causando um desconforto muito grande, então, meu universo de observação é sonoro. Porém, quando entra setembro sobrepondo – se a ruidagem da cidade somos surpreendidos pelo canto campestre dos sabiás que surpreendentemente sobrevive nesse espaço agônico onde vivemos.

Meu amigo Di França, conhecedor profundo dos pássaros, me informou que esse canto é de acasalamento e choco até a eclosão dos seus ovos. Aceito como verdade, mas para mim é um sinal claro de que estamos chegando ao final do ano, e consequentemente a parafernalha natalina com Papai Noel e tudo.

O canto melodioso dessas aves, é um anúncio de que chegaremos ao final do ano. Sei que muitas pessoas se desesperam, mas a Villa Madalena ganha um ar mais feliz.

José Luiz de França Penna, Presidente de Honra do Centro Cultural Vila Madalena

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