Para quem aprecia música

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Quem gosta de boa Música Popular Brasileira precisa conhecer o Bar do Cidão. Aberto em 1998, como um café, não deu muito certo até que passou a ter música ao vivo. Aí tudo mudou. Hoje, conta com um público fiel, que disputa as poucas mesas do local. E a música tem lugar todos os dias da semana.
O Bar do Cidão abre todos os dias do ano, inclusive Natal, Ano Novo, Sexta-Feira Santa. “As pessoas que são sozinhas sempre aparecem. Como o ambiente é pequeno, todos cantam junto e se sentem acompanhados”, diz ele, que gosta de ver a felicidade estampada no rosto das pessoas. Mesmo sem tocar nenhum instrumento, Cidão tem sensibilidade e sabe quando alguém ou algum instrumento desafina.
Cidão também é uma pessoa com histórias para contar. “Dona Iná começou aqui no meu bar, trazida pelo João Macacão. Naquele tempo ela morava bem longe. Cantou aqui por mais de cinco anos e saiu quando fez uma apresentação na casa de um empresário, que acabou gostando dela e levou-a para gravar e fazer shows até nos Estados Unidos. Aí ela ficou famosa. De vez em quando ela aparece por aqui”. Quem também costuma aparecer por lá é Beth Carvalho, Yamandú Costa e outros nomes ligados ao samba paulistano.
A programação musical do bar é variada. Às segundas, tem chorinho com Jane do Bandolim e Paulo Ramos. Terça também é dia de chorinho com o grupo Bico de Lacre. Na quarta, samba com Eloy e, na quinta, tem João Macacão, que acompanhou o cantor Silvio Caldas por 22 anos. Ele começou junto com o bar do Cidão e canta sambas, choros e serestas. Sexta é a vez do Stanley Carvalho, Zé Barbeiro e de novo Leo Rodrigues.
Sábado é o dia mais concorrido, com Valtinho (violão e voz) e Alberto (percussão). Valtinho tem um repertório rico em bossa nova, samba e samba de raiz, considerado uma das melhores mãos direitas do Brasil, por causa do suingue e do balanço do seu violão. Domingo a música começa mais cedo, às 20h: é dia de roda de samba com Amaral, Marcel e André.
A caipirinha da casa é gostosa, a cervejinha está sempre na temperatura certa e a lingüiça calabresa torradinha é uma delícia. Tudo isso acompanhado de boa música. Vale a pena conhecer.

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