Para ficar|bem na foto

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Para ficar bem na foto

A reportagem conversou com Irene Flesch, paulistana do bairro de Pinheiros, onde viveu por vinte anos. Depois disso, morou em outros bairros da zona oeste até resolver dar uma volta de dez dias por Londres, passou pela Turquia, Itália e por fim, voaria para o Marrocos se não tivesse perdido o vôo. Foi parar na Noruega. O giro acabou durando seis meses.
De volta ao Brasil, caiu no habitat da arte, a Vila Madalena. Se formou em Design pelo Mackenzie em 2003, mas já tinha feito letras na USP. A responsabilidade de contribuir para a comunicação de forma criativa e buscar excelência na realização do trabalho, é uma qualidade que Irene Flesch não abre mão. O resultado disso, a designer responsável pela cenografia de muitas campanhas para a C&A, Iguatemi, Riachuelo, Vivara, contou para o Guia da Vila um pouco do seu trabalho e como se enveredou por este caminho.
O início de tudo se deu com o contato que ela teve em um projeto de cinema, ainda na faculdade de Design, com o diretor de arte Tule Peak, conhecido pelos filmes Cidade de Deus e Tropa de Elite. A partir daí, os contatos foram acontecendo naturalmente. Vocação e qualidade profissional fizeram os passos de Irene Flesch cruzar o caminho de profissionais midiáticos e de renome internacional como Gisele Bündchen e Ricky Martin, feras como Fernando Louza e J.R. Duran, entre outros nomes da fotografia, Jum Nakao e Marcelo Sommer na moda.
As experiências com excelentes profissionais deram à cenógrafa a capacidade de gerenciamento das várias etapas incluídas em um projeto. Desde a criação, passando pelo orçamento, até a supervisão das equipes de marcenaria, pintura, adereço etc. Segundo Irene Flesch, a vantagem, além da dinâmica da tarefa, é a qualidade do resultado final. Participar de cada etapa é essencial para o trabalho ficar o mais próximo possível de sua concepção.
Na visão da artista, o cenário se relaciona com o resultado da comunicação. “Como contribuir de forma efetiva, bem pensada e bem executada é uma conduta adotada nos meus projetos – e quando isso acontece, todos os profissionais envolvidos no trabalho vivem o universo daquele cenário, todos são contagiados pela magia da cenografia”, define.

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