Evoluindo a consciência

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O terapeuta, professor e empresário, Carlos Florêncio descobriu os chakras na adolescência quando estudou a religião Hindu. Embora ele já os pudesse ver na forma de redemoinhos de energia, desconhecia o termo “Chakras”. Autodidata, desenvolveu seu próprio método terapêutico a partir de estudos e práticas em pessoas que o procuravam para tratamento. Em 1988, recebeu um convite da Sociedade Teosófica de Londres para ministrar uma palestra referente à sua forma de tratamento. Foi, então, reconhecido pela sociedade, como terapeuta nato.
Com seu método terapêutico complementar, Carlos Florêncio visa um maior entendimento sobre a soma total das energias que circulam dentro e à volta do corpo físico, que irá influenciar diretamente na personalidade. Para ele, a energia que emanamos do nosso interior é o que atrai do exterior os tipos de experiências pelas quais o indivíduo precisa passar para poder evoluir.
Suas técnicas de auto-cura ensinam as pessoas a desbloquearem suas energias, aprender a se conhecer melhor para poder conhecer os outros, melhorar suas percepções para obter uma maior integração com todo o universo pessoal interior e exterior, entender e tomar consciência dos comportamentos e atitudes que podem contribuir para a sua infelicidade ou doenças. Hoje, dedica-se, em tempo integral, a realizar curas através dos seus métodos no Espaço Zendo, núcleo terapêutico de desenvolvimento pessoal e qualidade de vida na Vila Madalena e também no programa “Equilíbrio e Consciência”, exibido na Rádio Mundial 95,7FM, todas as quintas-feiras, às 18h30. Conheça um pouco mais do trabalho de Carlos Florêncio nesta entrevista.

O seu “dom” começou muito cedo?
Com sete anos de idade comecei a notar nas pessoas umas luzes em volta delas e eu não entendia bem o que era aquilo. As cores eram diferentes dependendo de cada pessoa e o que me chamava mais atenção eram as mais escuras. Acho que foi por isso que me tornei terapeuta: para ajudar a dizimar essas cores mais escuras. (risos) Eu via essas manchas e achava que era sujeira, até passava a mão para limpar… E na verdade era energia estagnada. Com o tempo fui percebendo que onde tinham essas manchas as pessoas sentiam algum tipo de dor. Este processo deu uma parada e retomou quando tinha 14 anos de idade durante um estudo sobre religiões. Em certa altura encontrei um livro de religião hindu que mencionava os chakras. Aí percebi que aquelas luzes e redemoinhos eram chakras. Passei a estudar o assunto e tudo o que era relacionado. Aos 20 anos fui morar em Londres e comecei a dar palestras. Fiquei muitos anos fora do País e em 2001 voltei para o Brasil e abri o Espaço Zendo.

Naquela época as terapias alternativas não eram comuns. Como lidou com isso?
Eu sentia essas energias e não tinha com quem compartilhar. As pessoas me olhavam meio estranho. Como todos queremos ser aceitos e temos medo da rejeição, eu inibi um pouco isso, até pela falta da consciência. Aos 14 anos quando comecei a estudar mais profundamente a religião hindu e a meditar, passei a sentir mais forte as energias das mãos e aplicar a cura em mim, amigos e pessoas mais próximas. Mas os comentários me assustavam muito. Diziam que eu era curandeiro e coisas do tipo. Não queria que soubessem deste meu dom. Eu fazia as curas, mas muito discretamente. Percebi que algumas pessoas sentiam-se bem na hora e não voltavam mais. Outras voltavam mais vezes. Foi então que comecei a questionar se precisava modificar alguma coisa do meu trabalho. Quando trabalhamos com este padrão de consciência é como se fossemos um canal. As informações chegam até nós. Nos conectamos. Dentro dessas minhas conexões veio a informação de que meu trabalho estava correto, só precisava ser mais terapêutico no sentido de detectar as causas e efeitos. Por exemplo, o que contribuiu para o bloqueio daquela mente? A partir daí fui estudando as causas de acordo com o que tinha acesso. Aos 20 anos, sem querer, já havia formado todo um processo de trabalho. De certa forma fui um precursor, pois não estudei apenas os sete chakras, mas os 280 chakras existentes.

Como é isso exatamente?
Não só percebo a aura como os chakras. Vejo se eles estão muito abertos ou fechados e quais os padrões de personalidade que isto gera. Desenvolvi uma tabela que mostra, por exemplo, que uma pessoa de chakra do coração muito aberto é mais maternal e amorosa com os outros, mas o que não significa que seja consigo. No subconsciente, ela tem a necessidade de ser maternal porque, talvez, não tenha recebido esse carinho de mãe e é uma forma de compensar. Quem sabe os outros possam retribuir esse amor e aceitação. Ela irá perceber o porquê destas energias estarem muito abertas ou fechadas, porque está perdendo energia ou está em alta. As causas e efeitos passam a ser compreendidas.

Qual a relação do seu trabalho com as religiões?
Tirei das religiões muitos fundamentos técnicos e científicos para minha análise. O meu trabalho não é místico e não é esotérico. É puramente técnico. Existe uma rede cósmica acima da nossa cabeça e uma rede terrena abaixo nos nossos pés. Essas redes são comprovadas cientificamente. Ou seja, existe um universo quadrangular. A religião, para mim, se tornou a conexão para estas redes. É uma conexão com Deus, com o divino ou com o universo, como o chamo. Deus para mim não é uma entidade religiosa. É uma entidade que representa a vida e o amor. A religião é uma questão puramente humana. Religião vem do latim religare, que significa religar. Meu trabalho é inovador porque ensina a pessoa a conectar com essa rede sem precisar da religião, no sentido dogmático. Para mim não existe pecado. Para mim existe equilíbrio e desequilibro. Quando exagera-se em uma energia, gerando desequilibro é o que chamamos de pecado capital. A vida é uma linha linear. A depressão nada mais é do que o acumulo de energia nesta linha no sentido decrescente. Energia muito para cima é aquela pessoa que não para quieta. Na verdade o que essa pessoa pode estar escondendo é uma carência emocional em outro chakra como forma de compensação.

Existe um chakra que conduz todos os outros?
Cada chakra tem uma escala acima e uma abaixo da mesma energia. O chakra de base representa segurança. Todos os problemas de segurança estão associados ao chakra de base. Dinheiro, trabalho, tudo que se possa materializar está relacionado com o chakra de base. Essa linha infinita da vida se divide em estágios. Em cada um ela aprenderá uma coisa, mas não se lembrará nas vidas seguintes. O cérebro que ela tinha na vida passada morreu. O que se traz de uma vida para outra é o conhecimento em forma de energia. Através dessa energia ela nascerá em uma família determinada de acordo com os chakras que deverá aprender a desenvolver. Se ela ficou com algum bloqueio na vida passada haverá situações que precisará viver. Isto é o destino ou o karma. Para transformar esse karma é preciso resgatar essas vidas, compreendendo o que fez contra si ou contra alguém que gerou um desequilíbrio no universo. Assim ela expandirá sua consciência, retirará o lado negativo e se iluminará.

Na prática, como é este trabalho?
Tanto nas consultas particulares como no programa da rádio eu entro nessa rede e me conecto com a essência superior e dentro dela com a essência da pessoa. Essa rede fica no universo. É difícil de entender porque as pessoas enxergam apenas o que está em terceira dimensão e reflete luz. (risos) A minha percepção extra-sensorial recebe as mensagens não-verbais além do sexto sentido. No momento em que me concentro, eu me conecto e entro na alma e leio a pessoa como ela é. E não o que ela faz-de-conta que é. Nada tem a ver com a personalidade, que é apenas a manifestação da alma para que se desenvolva a consciência e, desta forma, possa afinar cada vez mais as energias interiores, tornando-as muito mais sutis e próximas do divino. O processo é de purificação. Identifico o que está impedindo a pessoa de fazer essa “religação” para que possa reclamar o verdadeiro caminho do seu destino e sair dos comportamentos repetitivos, ou seja, os vícios que fazem a pessoa sair do seu eixo. É o que chamamos de caminho do meio. Para alcançar esta iluminação eu crio exercícios mentais de acordo com os arquétipos que representam o estado de espírito daquela pessoa. São exercícios feitos sozinhos e que em 14 ou 21 dias recebem do inconsciente a compreensão. Cada um de nós cria a sua própria percepção.

O sofrimento seria conseqüência do apego a certos comportamentos?
Apego a idéias limitativas, que tiram sua liberdade. Se você estava namorando e essa pessoa te deixou e mesmo assim continua pensando nela, alimentando o sentimento que tinha por ela, você vai sofrer. Os sentimentos vêm e vão. Você não sofre por aquilo que está desapegado. Isso é lógico. (risos) O universo é técnico. O sofrimento vem da demora em compreender o desapego do que já não faz mais parte da sua realidade. As pessoas têm a mania de levar na sua “biblioteca” cerebral tudo o que elas querem levar. O que você precisa é o que está aqui e agora. Você não precisa de um namorado agora. Ele está onde deve estar neste momento. Nem de uma mãe agora. Ela está onde deve estar. O que você precisa é o que você é no momento presente! A pessoa leva sua biblioteca com ela e cria uma dependência. Quando alguma coisa sai da vida dela, sente-se um vazio, um sentimento de perda que gera o sofrimento. A gente se acostuma a trocar energia com as pessoas, objetos, o que for. O carro quebrou, o cão morreu… Você vai sentir a ausência daquela energia. Esta ausência é interpretada como falta. De falta passa para carência. A partir da carência ela acredita que não consegue viver sem aquilo! Nenhuma estrela do céu está grudada uma na outra. Cada uma na sua órbita. Quando criamos essa dependência somos um satélite, como a Lua que gira em torno da Terra. Da mesma forma que a pessoa vivia antes de se apegar, vai continuar vivendo.Claro que nossos padrões emocionais adquiridos na sociedade com a família e amigos nos gera essa dificuldade de desapegar. Demora-se a perceber que amor também é desapego, amor é liberdade. As pessoas não se pertencem.As pessoas passam por nossas vidas por um tempo determinado. O suficiente para nos ensinar no palco da vida a desenvolver aquilo que precisamos. Tudo o que amamos na vida, um dia iremos perder. Isto é certo e sabido. A única coisa que ficará é a nossa consciência.

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