Em busca de apoio

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O Mal de Alzheimer atinge cada vez mais pessoas em uma proporção assustadora. De origem genética em mais de 80% dos casos, cerca de 24 milhões de pessoas no mundo já são portadoras da doença. Somente no Brasil há 1,2 milhão. Este número deve dobrar a cada 20 anos e a cada 7 segundos é registrado um novo caso.
Porém, não é somente o portador do Mal de Alzheimer que precisa de apoio. As pessoas que cuidam deste paciente geralmente esquecem-se de si mesmas, deixam de viver a própria vida e nem sempre sabem como lidar com o doente. Para ajudar essas pessoas, há um Grupo de Apoio, ligado à Associação Brasileira de Alzheimer e Idosos de Alta Dependência (ABRAZ), que se reúne mensalmente na Igreja Presbiteriana Betânia, em Pinheiros.
Coordenado pelas psicólogas Ana Claudia Mazzinni e Débora Tobias Duarte, formadas pela PUC-SP, o Grupo de Apoio é um espaço onde o familiar cuidador pode falar de sua dor, revolta, medo, raiva e isolamento. Em um ambiente acolhedor, há troca de experiências e convívio social onde essas pessoas sentem-se mais integradas. “A pessoa que cuida do portador de Alzheimer não pode abrir mão da própria vida. A maioria sofre, se deprime, deixa de lado a vida social. É essencial que ela não pare de pensar nela mesma, que se cuide, para poder cuidar do outro”, diz Ana Claudia, acrescentando que os participantes são estimulados a contar suas experiências como cuidadores de portadores de Alzheimer e que profissionais de outras áreas são convidados a participar das reuniões.
Um dos pontos observados pelas psicólogas é a importância da aceitação do paciente pela pessoa que irá cuidar dele. Segundo Ana Claudia, eles devem ter em mente que muitas das reações comportamentais que o paciente tem são sintomas e não desleixo ou falta de vontade, por exemplo, como muitos chegam a pensar. “Outra questão são as expectativas. O familiar continua agindo como se a pessoa fosse a mesma, só que o portador de Alzheimer apresenta mudança de comportamento, mudança das funções cognitivas. É uma doença progressiva, a cada dia é como se fosse uma pessoa nova”, acrescenta Débora.
Cada reunião tem a sua peculiaridade. O Grupo de Apoio é aberto a quem queira participar e as reuniões acontecem a cada quarta quarta-feira do mês. Para mais informações, entre em contato pelos telefones 8224-7086 ou 9459-1309.

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