Ação solidária no Pará

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Foto: Arquivo pessoal

Arquivo pessoal
A chegada dos voluntários em Portel (PA)

A médica pediatra Marilisa Stenghel Fróes e Souza, moradora da Vila, conta sua participação no Projeto Saúde Solidária que leva saúde e serviço à uma população carente.

O projeto foi criado em 2009 pela médica Iracema Queiroz Ribeiro, ginecologista e mastologista. Na primeira viagem, foram três pessoas. Elas passaram uma semana prestando atendimento aos ribeirinhos de uma comunidade do município paraense de Portel, localizado a um dia de viagem de barco de Belém. Dra Iracema é da região e sabia da carência da população por atendimento médico.

Desde então, o Projeto Saúde Solidária foi crescendo e anualmente leva mais voluntários. Todos vão para prestar atendimento de acordo com sua especilidade e pagam pela viagem. Em julho último, a equipe do projeto levou 70 profissionais até Portel. Foram médicos, dentistas, psicólogos, enfermeiros, farmacêuticos, educadores, fotógrafos.

Entre eles, estava a médica pediatra, gastroenterologista e nutróloga Marilisa. “Sempre sonhei em fazer esse tipo de trabalho e neste ano foi possível. Uma experiência enriquecedora como médica e pessoa”, explica.

Gerson Azevedo
Dra. Marilisa Stenghel Fróes e Souza.
Dra. Marilisa destaca que recebem todo o apoio logístico. “Barco, alimentação, alojamento e condições de trabalho. É claro que não é o mesmo que tenho no meu consultório assim como no Instituto da Criança onde trabalho, mas é o suficiente para prestar um bom atendimento àquela população”.

Ela conta que neste ano, a região deixou de ter o atendimento dos médicos cubanos do Mais Médico e isso deixou a população menos assistida. “As crianças são subnutridas e todos têm verminose”, destaca a médica os problemas daquela população ribeirinha.

A equipe de voluntários em Portel (PA) (Arquivo pessoal)
A equipe de voluntários em Portel (PA) (Arquivo pessoal)
A pediatra, moradora da Vila Madalena há mais de 40 anos, chegou ao Saúde Solidária através da colega Iracema com quem trabalhou por anos. “Todos os integrantes do projeto chegam através de outro profissional. E pretendo ir em 2020”, promete.

A equipe do projeto esteve na região de Portel no final de julho. “Atendemos cerca de 700 pacientes e realizamos milhares de procedimentos, exames, pesagem e medidas das crianças”, conta.

Barco Luz na Amazônia transportou a equipe (Arquivo Pessoal)
Barco Luz na Amazônia transportou a equipe (Arquivo Pessoal)
Além do atendimento médico, odontológico, atualização das cadernetas de vacinação, a equipe do projeto, em parceria com a prefeitura local, fez o registro de crianças e de casamentos, além de atualização do Bolsa-Família e outros serviços que a população aproveita para fazer com a chegada dos voluntários e da prefeitura.

Palestras de orientação para pré e adolescentes sobre gravidez, qualidade da água, escalpelamento por motores de barcos, tráfico humano, recreação infantil, distribuição de medicamentos, exames, oficinas de artesanato para geração de renda, além de cursos de culinária e bijuterias são alguns dos serviços que os voluntários do Saúde Solidária prestam.

Para a manutenção e custear as ações, o projeto se mantêm, através de doações de medicamentos, bazar (o último aconteceu no dia 9 de novembro, na Vila Madalena) e conta com a doação em dinheiro de apoiadores. (GA)

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