Caminhos culturais

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Foto: Tiago Gonçalves

Tiago Gonçalves
Beco do Batman, na Vila Madalena

O Plano Diretor Estratégico (PDE), aprovado em 2014, cria os territórios culturais pela cidade. Uma maneira de preservar a cultura e a história dos bairros.

O território cultural, criado no Plano Diretor trata-se de um perímetro de interesse da cultura e da paisagem de alguns bairros da cidade. Por eles, pode-se criar circuitos ou rotas culturais que gera uma área de interesse cultural mais ampla. No mesmo Plano Diretor também foi criada a Zepec APC – Zona Especial de Preservação Cultural, que por sua vez se aplica a um imóvel específico e esse imóvel pode vir a ter benefícios fiscais para seus proprietários. O Cine Belas Artes, na Rua da Consolação, seria um exemplo.

Por enquanto é apenas um projeto e segundo Gustavo Fraiberg, supervisor de cultura da subprefeitura de Pinheiros, “é preciso aprofundar a discussão com a sociedade civil, grupos culturais, produtores e poder público que vão sugerir e formalizar o território cultural e o perímetro que ele terá em cada bairro ou região da cidade”. Depois, ele será encaminhado à Câmara dos Vereadores e posteriormente à sanção do prefeito.

Existem duas propostas de perímetro cultural na cidade. Um seria da região da Avenida Paulista até o Parque da Luz. “Por ser muito amplo é pouco viável”, opina Gustavo. O segundo, que está em processo de análise é o Perus-Jaraguá. Em agosto, aconteceu um seminário no Instituto Tomie Othake onde foram propostos três perímetros em Pinheiros. Um dos expositores foi o vereador Nabil Bonduki que também foi o relator do PDE.

Uma das propostas para incentivar a cultura em Pinheiros seria, por exemplo, contar com a parceria do Sesc Pinheiros que poderia promover espetáculos no Largo da Batata ou no Mercado de Pinheiros. A Vila Madalena, devido à sua complexidade “seria deixada para uma fase posterior. Antes é preciso discutir com os moradores, o carnaval de rua, os bares…” explica Gustavo.

Um Fórum de Cultura está sendo organizado para acontecer em setembro para aprofundar a discussão sobre o território cultural, mas até o fechamento desta edição, não estava definido data e local.

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