Dez/19 — Penna — Já vai tarde

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Quando no final de outubro comecei a ver panetones e enfeites natalinos, nos supermercados, pensei estar diante de um fato novo. Aí senti a necessidade de entender o porque disso. Na minha crônica do início deste ano, tive dificuldade em captar aquelas famosas previsões. Nenhum paranormal se pronunciou com firmeza, como também nenhum babalorixá. Portanto, pra bom entendedor, não seria um mar de rosas.

É verdade que já tínhamos passado por uma eleição absolutamente insólita, no ano anterior. Com um suspense paralisante. Com quem vai governar esse presidente? Ninguém sabia. Pra ser sincero, até hoje não sabemos muito. E os ingredientes estavam todos na mesa. Nos arrastamos numa crise política e econômica sem precedentes o ano todo. A turma sem grana, desemprego e violência. Era normal que atravessássemos com a auto-estima baixa.

Mas o nosso povo não gosta de viver assim. É uma gente otimista que dá a volta por cima, mesmo num ambiente tão desfavorável. E a nossa saída foi antecipar o fim deste dezenove. O ano que vem, o vinte, deverá estar mais próximo do que desejamos pra nossa vida. É preciso acreditar sempre. Então me coloco junto a esse movimento de longa despedida deste ano, desejando um feliz ano novo a todos e um já vai tarde a esse triste dezenove.

José Luiz de França Penna, Presidente de Honra do Centro Cultural Vila Madalena

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