Não são trevas. Mas não há luz

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Passei pela Vila durante o Natal e não vi as tradicionais iluminações. Lâmpadas coloridas piscando, que de alguma maneira traduziam o espírito natalino. Não quero fazer interpretações precipitadas, mas que é estranho… não tenho dúvidas. Até o Papai Noel exposto na minha padaria era surrado, sem qualquer charme, a ponto de não encantar nem as crianças e ninguém. Um penduricalho ali, outro aqui, apenas para avisar que era Natal. Será que a tese de ser essa festa um grande golpe dos comerciantes para saquear o povo vingou? Porque certamente não é um esvaziamento da fé cristã.

O trânsito melhorou com as férias escolares, mas o humor do doutor Selta não, que afirma pra quem quiser ouvir que a grana curta impediu a saída para as férias, e o aparente menor congestionamento, é a plebe economizando gasolina. Mineiro entrou no debate e logo disse; “Eu não tenho décimo-terceiro, mas quem tem, vai gastar”. Dr. Selta afirmou com superioridade que com ele saldaram parte das dívidas. Mineiro saiu de fininho, sabedor que é da posição caustica e irremovível dele.

Como disse antes, não quero fazer análises conjunturais, mas o Brasil está todo assim. Tudo morno, sem graça, fazendo apenas para o gasto. Não é um comportamento histórico do brasileiro. Imagino o desfile das escolas de samba com esse clima, por isso acredito que deverá haver uma virada nessa situação. Não são trevas. Mas não há luz. E desejo a todos os amigos mais luz para o ano de dois mil e dezoito.

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