Cadê a paz que estava aqui? O pacto ruiu

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Às vezes fico desanimado com os acontecimentos, mas a velha resistência fala alto e parto para imaginar saídas. Uma delas me faz sonhar com um futuro deslumbrante. Uma nação cordial, justa social e ambientalmente. Moderna, arrojada e sedenta pelo amanhã. Claro que podemos chegar lá. Em seguida vejo como estamos longe e sinto uma preguiça imensa de detalhar e essa visão se desfaz.

Mas perseguindo outro caminho, depois de uma hecatombe sem precedentes voltarmos ao tempo da desindustrialização total, com o perfil populacional de hoje, uma espécie de tempo pré-colombiano, sem moeda, sem automóveis e sem prédios, muito ao gosto da felicidade interna bruta (FIB), onde o grande Mineiro reinasse com sua preocupação zero de qualquer assunto mais complicado. Aí sim, o País seria a porta para o futuro da humanidade. Porém tudo isso fica na dependência dessa tal de hecatombe. Se ela não vier?

É duro ter que raciocinar com essa realidade aí. Ter que encarar isso. Mas não sou de correr do pau. Aqui no meu trabalho tenho a vizinhança do crack que é a notícia do dia. Junto com ela a corrupção desvairada, destruindo a reputação dos políticos e empresários. A violência desenfreada, as organizações criminosas, a justiça batendo cabeça. Os sinais indicam a ruptura do pacto social. E eu digo em alto e bom som; “que venha!” E digo rindo; “Cadê a paz que estava aqui? O pacto ruiu.”

José Luiz de França Penna, Presidente de Honra do Centro Cultural Vila Madalena

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